Rui Sousa (n. 1985) concluiu a Licenciatura em Estudos Portugueses e o Mestrado em Estudos Românicos – Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Investigador do CLEPUL, dedica-se, enquanto bolseiro da FCT, a uma tese de Doutoramento que abordará o percurso de construção estética, discursiva e performativa de um imaginário moderno de sujeito artístico relacionado com a libertinagem, a maldição poética e a marginalidade heterodoxa, explorando com especial atenção a receção desses modelos nos autores do Surrealismo-Abjecionismo em Portugal. Tem, a par destas investigações, participado noutros projetos sobre Literatura e Cultura Portuguesas, sobretudo relativos a autores dos séculos XVIII a XX, como Bocage, Fialho de Almeida, Eça de Queirós, Manuel Laranjeira, Mário de Sá-Carneiro, Irene Lisboa, Luiz Pacheco, Natália Correia e os autores ligados ao Surrealismo-Abjecionismo. Coordenou a preparação dos Congressos Internacionais Portugal no tempo de Fialho de Almeida (2011) e Surrealismo(s) em Portugal. Nos 60 anos da morte de António Maria Lisboa (2013).

Colabora regularmente em revistas nacionais e internacionais, destacando-se também a participação ativa na preparação das revistas Letras com Vida e Golpe d’Asa. Tem feito comunicações em vários eventos internacionais de divulgação científica. Colabora no projeto do CLEPUL dedicado ao estudo da Cultura Negativa, nomeadamente no Dicionário dos Antis em preparação. É coordenador de um livro dedicado ao período entre 1912 e 2012 na Literatura Portuguesa, que contará com a colaboração de uma centena de ensaístas. É o presidente da Comissão Organizadora Artística do Congresso 100 anos de Orpheu, que decorrerá em 2015.