Em tempo de globalização e de crise identitária, de “cultura líquida” (Zygmunt Bauman), com as identidades culturais progressivamente subsumidas nas trans/supra nacionais, qual o lugar e a função da Europa, gerada na convivência dos encontros das gentes, no diálogo com as alteridades, na miscigenação dos seus imaginários, nos (des)afectos da existência, na aspiração sempre ao além de si, nas (u)topias dos impérios, inscrita numa diversificada patrimonialidade (i)material, promotora de fraternidades ritmadas pelos acasos da História? Que mapas a conformaram? Que ideias e projectos a transformaram? Que realidade(s) a constitui(em), como se exprime e inscreve num mundo globalizado, onde os blocos linguísticos, económicos, políticos e económicos parecem subvertidos por uma nexologia mais difusa que os atravessa (interesses, alianças, projectos, marcas, etc.), que mitos(s) e profecia(s) a informam, que espiritualidades e utopias a movem, que crises a abalam, que futuros anunciados nela sopram, que estratégias a definem, que comunhões nela se (re)desenham, como (con)vive com o mundo virtual? Como se vê e se quer fazer ver? Como se crê vista? De Princesa raptada por Zeus, ao seu reinado e império, até ao seu ‘regresso’ (Rob Riemen)… em aventura inacabada (Zygmunt Bauman).

É no âmbito destas e de outras interrogações que este CILB – Congresso Internacional Luso-Brasileiro (V Edição do antigo COLÓQUIO LUSO-BRASILEIRO DOS OLIVAIS/LUMIAR / XXV Colóquio dos Olivais, Telheiras, Lumiar, por iniciativa do Centro Cultural Eça de Queiroz/Telheiras) se desenvolverá, elegendo como tema Europa: realidade(s), mito(s) e utopia(s), promovido em ampla parceria interinstitucional.

O programa do congresso encontra-se disponível aqui.