Coordenação Científica: João Relvão Caetano
Coordenação Executiva: Dionísio Vila Maior 

Fundado em 24 de março de 2013, num ato público premonitoriamente realizado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o polo do CLEPUL na Universidade Aberta caracteriza-se por integrar, de modo adequado ao tempo em que vivemos, as finalidades das instituições que serve. O polo é uma afirmação clara não só da necessidade como da possibilidade de as universidades e os centros de investigação experimentarem novos métodos de cooperação. A Universidade Aberta, como universidade pública de ensino à distância e e-learning, baseia as suas atividades em modelos de comunicação estratégica que se inscrevem nos novos ambientes mediáticos e tecnológicos. Já o CLEPUL, como centro de investigação de referência em Portugal, e com ele colaborando cerca de quatrocentos investigadores, encarna um espírito de abertura, quer no modo como deliberadamente explora as possibilidades da interdisciplinaridade, quer no modo como, a partir de Portugal, se projeta como um dos primeiros centros de investigação globais, na área das ciências humanas e sociais.

Este é também o espírito dos investigadores do CLEPUL, nomeadamente dos membros do polo da Universidade Aberta, para quem ser bom no século XXI é ser o melhor à escala global. Por vezes, ouvimos a afirmação de que determinado texto escrito em português teria sido uma obra de referência mundial se tivesse sido escrito em inglês. O CLEPUL responde a este desafio contemporaneamente, como se vê, por exemplo, com a edição da Obra Completa do Padre António Vieira e a sua seleta de textos traduzidos em 12 línguas, envolvendo múltiplos atores das sociedades de vários países. Este é um exemplo de um compromisso com a promoção da língua portuguesa e das culturas dos países de língua portuguesa, em contexto europeu e global, e por isso em diálogo com o mundo.

O polo do CLEPUL na Universidade Aberta procura resultados. E sabem os seus promotores e investigadores que, para tal, são necessários novos métodos de cooperação, não apenas entre as instituições fundadoras e com as instituições em geral mas com outros atores. Os interesses da Universidade Aberta e do CLEPUL em relação ao aumento da quantidade e qualidade da produção dos seus membros dependem de relações diferentes das tradicionais. Falamos quer de formas de cooperação mais estreitas com a sociedade civil, quer da disseminação da informação, envolvendo múltiplos agentes, quer ainda de uma nova abordagem da comunicação. As novas redes sociais baseadas na internet, com as tecnologias mais evoluídas, são a forma desta nova abordagem de comunicação multidimensional. Nesse sentido, o polo do CLEPUL na Universidade Aberta pode ser visto como parte de uma plataforma para a cultura, a investigação e o ensino como direito fundamental. Na sequência deste raciocínio, pode dizer-se que este polo assenta numa estratégia deliberada de cooperação e comunicação, que passa pelo envolvimento dos investigadores do CLEPUL em todas as atividades da Universidade Aberta, centrando uma atenção especial no ensino, nas atividades de investigação científica, criação cultural e artística, e no serviço à comunidade— onde a atividade de extensão universitária e divulgação científica assumirá um relevo nuclear, sem, naturalmente, nunca descurar o perfil específico da Universidade Aberta; e, uma vez que a cooperação é a base de todas as atividades nas sociedades contemporâneas, daí dependerá, essencialmente, o processo comunicacional. 

Os trabalhos dos investigadores do CLEPUL associados no polo da Universidade Aberta inscrevem-se nesta linha de pensamento e ação, circunstância que justifica a designação do polo. São investigadores de diferentes áreas científicas abrangentes, desde a Literatura aos Estudos Culturais, passando pelas Ciências Humanas e Sociais, que cooperam entre si, investidos nas suas qualificações e interesses científicos de base, numa interpretação correta do que significa a interdisciplinaridade.

É, desde modo, na busca de novas formas de afirmação de Portugal no mundo, através da investigação, cultura e ensino, que intencionalmente buscamos o que queremos ser. Quando tanto se fala do atraso português em relação aos países mais desenvolvidos, devemos começar agora a busca de um futuro, sintonizados com o que, a nível mundial, de melhor se faz nos mais conceituados centros de investigação e nas mais conceituadas universidades.