HISTÓRIA, CULTURA E EDUCAÇÃO

Coordenação: Luiz Eduardo Meneses de Oliveira; Elaine Maria Santos

O Polo de História, Cultura e Educação da Universidade Federal de Sergipe, que é um polo de investigação do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), foi criado com o intuito de congregar investigadores das grandes áreas de Ciências Humanas, de Ciências Sociais e Aplicadas e de Letras, Linguística e Artes, para que, numa relação recíproca e não hierárquica de trocas e empréstimos, possam romper-se as limitações disciplinares que dificultam perspetivas renovadoras de reflexão sobre a cultura moderna e contemporânea, com ênfase no estudo dos seus aspetos organizacionais e representacionais.

Este polo tem as seguintes linhas de investigação:

1. História do Ensino das Línguas: esta linha procura investigar o processo de institucionalização do ensino das línguas e das suas respetivas literaturas, bem como de sua configuração como disciplina escolar e académica, com o intuito de delinear as suas representações e finalidades pedagógicas, políticas e culturais nos sistemas nacionais de educação;

2. História e Historiografia Literária: esta linha procura investigar os modos pelos quais a história e a historiografia literária se constituem como estratégia discursiva preponderante na construção das narrativas das nações, seja consolidando o cânone, seja mobilizando mitos fundacionais ou inventando tradições, bem como a sua relação com o ensino de literatura, em diferentes épocas;

3. História e Historiografia Educacional: esta linha de pesquisa procura investigar os pressupostos teóricos, historiográficos e culturais da história da educação, bem como as condições de produção da historiografia educacional, levando em conta o papel dos intelectuais, instituições, ideias pedagógicas e políticas educacionais envolvidas em tal processo;

4. Cultura Moderna e Contemporânea: esta linha procura investigar o modo como o processo de massificação das práticas e manifestações culturais não hegemónicas, ao alcançarem o espaço cultural dos grandes media, provoca a construção de novas identidades culturais ao mesmo tempo transgressoras e cooptadas. Nesse sentido, intenta compreender a massificação de culturas inicialmente alternativas como um processo que, embora possa ser compreendido como resultado de uma política cultural da diferença, paga obrigatoriamente o preço da cooptação, substituindo a invisibilidade por uma visibilidade regulada e segregada, tanto do ponto de vista económico quanto étnico e cultural.