O CAUMAR é um gabinete de investigação para o estudo, conhecimento, valorização e divulgação do mármore, integrado no CLEPUL Faculdade de Letras de Lisboa, e na Cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (Universidade Aberta). O grupo de trabalho vai dedicar-se ao estudo do Mármore, numa perspectiva integrada, enquanto elemento revelador da identidade cultural nacional e referência internacional desde a período da Antiguidade Clássica ao Contemporâneo, com os seguintes objectivos: i) Desenvolver projectos pluridisciplinares sobre a temática dos mármores na cultura portuguesa, para além da sua vertente material e artística, tendo em conta, designadamente, as referências literárias e filosóficas. ii) Os projectos poderão ser promovidos individualmente ou em colectivo, respeitando o principio da coordenação. iii) Estabelecer protocolos com outras instituições académicas ou entidades públicas ou privadas, dedicadas à investigação, para realização de estudos em cooperação. iv) Apoiar a realização de trabalhos académicos, no âmbito dos mestrados, doutoramentos ou de outra natureza cientifica. v) Realizar acções de formação teórica e prática, (seminários, conferencias, exposições ou workshops), destinadas a diversos públicos alvo, quer no meio académico quer em outras instituições culturais. vi) Promover visitas e roteiros temáticos, no âmbito das linhas orientadoras do CAUMAR, valorizando a partilha da informação. vii) Criar uma rede abrangente de investigadores de várias especialidades académicas, que possam contribuir para a concretização dos objectivos das temáticas do gabinete. viii) Divulgar através da publicação em revistas cientificas e culturais os resultados das investigações. ix) Promover a prestação de serviços de consultoria externa para o desenvolvimento de projectos de investigação e de valorização nas áreas de actuação do gabinete. Enquadramento O sector das rochas ornamentais em Portugal tem vindo a ser reconhecido nos mercados internacionais, pelas qualidades dos produtos endógenos portugueses há cerca de 70 anos. Entre as rochas ornamentais que mais se têm afirmado, pela longa história e pela sua reconhecida qualidade, destacam-se os Mármores do Anticlinal Alentejano, numa geografia que compreende os concelhos de Borba, Estremoz e Vila Viçosa e com menor expressão na sua actividade económica, Alandroal e Sousel. O estudo científico deste recurso endógeno recebeu relevantes e inovadores contributos com o projecto de investigação, Património e História da Indústria dos Mármores a decorrer no Centro de Estudos CECHAP, desde 2012. Este projecto possibilitou inventariar fontes documentais e bibliográficas para o período de 1850 – 1986, compreendendo as áreas da História, Arqueologia Industrial, a História Oral, e as tecnologias utilizadas nesse período histórico. Uma segunda fase do projecto atrás identificado, teve início em Junho de 2017, compreendo novas linhas de investigação, nomeadamente a Arqueologia Romana e a História da Arte (séculos XVI a XIX) e; continuação das áreas da Arqueologia Industrial, História das Técnicas e das Empresas com a incorporação da iconografia industrial, o mapeamento e a divulgação em PORTAL WEB disponível em acesso aberto. É nosso entender que a proposta de criar uma linha de investigação, autónoma, integrado no CLEPUL Faculdade de Letras de Lisboa, e na Cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (Universidade Aberta), designada CAUMAR, é justificada por não existir um estado da arte que responda à necessidade de um estudo sistematizado sobre a história dos mármores portugueses e a sua representação cultural. Tendo em conta a materialidade e a utilização artística dos Mármores portugueses, para o conhecimento das quais têm contribuído os estudos da história da arte, da geologia, da arqueologia, da economia e da arquitectura, pretendemos agora estudá-los numa nova perspectiva, integrada e globalizante, do ponto de vista dos estudos de história da cultura, recorrendo a fontes literárias, filosóficas e legislativas. Neste prossuposto, consideramos relevante o conhecimento da bibliografia de autores que trataram os mármores na literatura e na filosofia e os discursos que produziram; assim como o estudo da evolução do entendimento e conceito de recurso e uso dos mármores no direito português, as discussões parlamentares, as justificações de medidas tomadas ou evitadas em torno desta problemática. Coordenação: Carlos Filipe Investigadores Joana Balsa de Pinho Cristiana Lucas Patrícia Monteiro